O toque é ordem, é doce. Os lábios se ajeitam e as mãos se firmam no pedaço de corno trabalhado a cada geração. O som define o destino do rebanho e a que passos caminham a boiada.
Ainda no escuro, a despedida. O romper das botas são firmes em meio o pasto. Mais ao alto a colina conquistada de onde se falta vista para alcançar o fim. De longe, a estrada imperfeita feita de terra que se encolhe antes de qualquer destino se não o já conhecido pela palma da própria mão.
A calça suja, batida e apertada na cintura fina pela fivela ajeita-se num pedaço de tronco derrubado pela própria natureza, pois o par de botas por mais destemidos a qualquer pedaço de campo pede por repouso, ainda que por pouco.
No beijar do dia na noite, como o sol a lua por despedida, em um piscar de olhos fica-se de noitinha. As estrelas, dali, fazem-se mais próximas e do homem do campo amigas.
O estalar da brasa que há pouco se fazia de banco saltam aos ouvidos e despertam na mente a imagem de sua face e o desejo de seu cheiro deixado em um pedaço de pano. A chama aquece a pele impossibilitada de seu toque e a lembrança a alma.
No conforto rústico típico onde o colchão é o chão e o céu o telhado, já de manhãzinha faço-me despertado. No dorso do cavalo rumo ao infinito, reconhecido na colina, de costas ao lar deixado há luas que já não percebo contar.
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