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terça-feira, 15 de abril de 2014

Por um fio, (parte 3)



Hoje sofri culpado pela falta de desculpas e qualquer razão. As justificativas não convenciam nem a mim mesmo, dono da verdade vitalícia e absoluta de sempre.


Hoje pedi por sua volta, era tarde da noite e não poderia esperar amanhecer, já havia esperado demais quando o certo era não errar novamente.


Mais uma vez egoísta, na vontade de controlar o tempo e todos seus acessórios, faço parecer meu pedido uma decisão somente minha, quase automática, quando sou avisado que dessa vez não. 

Daí, um desespero desavisado, nunca conhecido por mim, toma-me e me faz pensar em todos os antes que talvez não me permita algum depois.


A conversa, o sorriso, a pele e qualquer beijo sempre bom estão penhorados pela esperança desfiada, agarrada a poucas unhas em seu perdão.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Toc Toc? (parte 2)

São quase dez, o filme, o programa ruim e o jornal acabaram. 

A distração é sempre insuficiente, minha falta de concentração é nítida e minha visão distorcida pelas lembranças que invadem a retina.

O olhar tem  parado no infinito do nada por algum tempo que não sei contar, apenas afastado pelo barulho de algum lugar, na esperança boba que fosse a porta, por mais de uma vez, acho que mais... bem mais...

Depois de depois (parte 1)


Sabe quando você precisa escolher ainda que a dor seja insuportável, rasgar-se ao meio, caminhar em solos duros e nenhum sapato, pés descalços até o destino de onde sei lá?

Hoje acordei, das poucas horas de sono, realmente vazio, sem o que  me preenchia, sem o que me pertencia, não havia "e daís", ainda que a escolha fosse egoísta e unicamente minha. 

O dia amanheceu cinza e meus olhos chuvosos. Ainda que o sol de lá fora fosse cheio de luz, aqui não poderia iluminar. As escolhas trazem o peso das conseqüências, as que ainda não posso imaginar. 

A insegurança é companheira que me julga e me aponta dedos que nunca indicam algum lugar confortante. O que era absoluto torna-se relativo, uma relação absurda quando não há esteio no que se relacionar.

Minha mente condena-me por minha escolha, pesos, medidas e contra-pesos martelam-me e já posso sentir a dor que causei. Não Faço idéia de qualquer depois de daqui a pouco.

Saltei no infinito de qualquer abismo, sem saber altura, sem nenhuma aventura, sem saber o que haverá esperando-me lá, e dessa vez não foi pela troca de sensação alguma,  foi por algo que ainda não sei. 



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