Hoje sofri culpado pela falta de desculpas e qualquer razão.
As justificativas não convenciam nem a mim mesmo, dono da verdade vitalícia e
absoluta de sempre.
Hoje pedi por sua volta, era tarde da noite e não poderia
esperar amanhecer, já havia esperado demais quando o certo era não errar
novamente.
Mais uma vez egoísta, na vontade de controlar o tempo e
todos seus acessórios, faço parecer meu pedido uma decisão somente minha, quase
automática, quando sou avisado que dessa vez não.
Daí, um desespero desavisado,
nunca conhecido por mim, toma-me e me faz pensar em todos os antes que talvez não
me permita algum depois.
A conversa, o sorriso, a pele e qualquer beijo sempre
bom estão penhorados pela esperança desfiada, agarrada a poucas unhas em seu perdão.
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