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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma chance............

O sentimento existe, acho que não preciso convencer a ninguém o contrário, afinal todos me sentenciam com essa afirmativa que só a mim cabe negar.  
Os sinais são claros aos olhos nus, não se necessita mais do que a vontade de enxergar para ver.  Os sonhos, que acompanhavam as noites mal dormidas, sempre se faziam interrompidos com as tentativas frustradas de minhas mãos a tocar.
O pesadelo iniciava-se quando meus olhos abriam-se, no escuro da noite, confirmando o que as mãos foram incapazes de encontrar.  
A dor era inevitável e fechar os olhos para buscá-la, no sonho novamente, tornava-se impossível e, mais uma vez, você deixava-me quando eu mais precisava.
Você se foi tão nova, era um dia tão rotineiro que a certeza de seu retorno as 18 fazia dos momentos óbvios, infelizmente, insignificantes. 
AH, como queria voltar atrás, ao menos um ou dois segundos, o tempo necessário para um beijo eterno.

domingo, 17 de abril de 2011

Coisas que só nós sabemos,,,,,,


Estou certo que a vi, não sei bem se fora de meus pensamentos, mas não havia como tirar meus olhos de você, isso era absoluto.
Não me lembro bem do lugar, da roupa ou qualquer outro detalhe senão o contorno de sua face branca e seus lábios róseos que pareciam sussurrar algo que eu não sabia ou não poderia entender.
Minha dúvida era o que me fazia impedir dar um passo ao seu encontro,  apenas recordo de estar estático, sem reação, sem ao menos piscar. Acho que era medo de te perder, pelo menor tempo ou apenas perceber que não se tratava de nada real.
Era sonho, essa frase parecia gritada de meu inconsciente, mas ainda preferia estar surdo.
De fato estou na cama, mas a roupa não é pijama, e o cabelo ainda está arrumado e o mau hálito é de bebida. Não sei como cheguei, a que horas e nem com quem. Isso seria preocupante em qualquer momento, mas não ali, o sorriso escapava da boca ainda dormente pelo efeito do álcool.
 Era esperança e poderia não ser sonho.
O canto da cama ainda estava quente e ainda pude ouvir os seus passos após o barulho da porta fechando-se, imediatamente corri a janela que dava para a rua, mas nada vi. A dúvida havia trocado meus sentidos, não era sonho, era loucura. 
A única lógica, razão ou explicação se concluía com a loucura. Naquele momento a esperança havia ido e minha insanidade era o único conforto, poderia culpar a bebida, os cigarros tragados ou a noite mal dormida de pés calçados, mas ainda sim, era melhor dizer q era apenas loucura.
A cabeça doía, não sei por qual efeito. O corpo pedia por um banho e eu não poderia me atrasar, afinal já era segunda. No espelho, marcas estranhas, em tom rosa, como as de um lábio conhecido. Os olhos não vendo, ou não acreditando enxergar, leram de maneira desconfiada um número,  aparentemente um telefone.

Na insanidade que a mim já havia tomado  e no impulso que me havia faltado quando não poderia, pulei de volta a cama e digitei em meu celular sem errar. Uma voz doce atendeu dizendo meu nome, como se esperasse eu ligar.
Não era sonho e nem loucura, era simplesmente amor.

sábado, 2 de abril de 2011

Tortura..

Gostaria de adivinhar o momento exato que apareceria novamente, pois assim não me mataria aos poucos refém da ansiedade pela a esperança de uma palavra sua e do sonho de um dia poder tocá-la.
Você aparece com seu sorriso em minha mente, mas logo se vai, deixa-me as costas e o desespero de nunca mais voltar, mas ao longe, tão, que parece vendar meus olhos, você olha para trás, deixando em meus pensamentos a gota de esperança que me fazem afogar.
 A espera sem anuncio dói, o peito alimenta-se da utopia de meus pensamentos que me traem quando, de alguma forma, obtenho a certeza de que você nao pode pertencer a meus braços.  O real parece delírio e minha imaginação me toma.
Os segundos que nos separam são contados em voz alta aos meus ouvidos um a um, sem mesmo pular um único, e as horas formadas zombam de mim.
Sei que sua tortura não é propositada, na sua armadilha desarmada eu me joguei, se houve culpa, é minha, pois sabia que andava em território perigoso que em seus caminhos faziam-me correr sentindo o vento e seu cheiro mais próximo. Estou preso, mãos atadas e não quero me libertar.

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