Aproveite............
sábado, 30 de outubro de 2010
Aperto......
Mais fácil agora seria desenhar, as palavras parecem me anbandonar e brincar com minhas vontades de confessar ao papel minhas aflições, tristezas, minhas esperanças. O ilógico eh que minhas mãos em qlqr lápis torna-se facilmente desencaixado quando tenho o objetivo de dar vida ao grafite esmagado. Mais que as palavras, os rabiscos são mudos, não dizem e não representam nada, se não o desespero de alguma forma colocar para fora algo perdido que dói dentro do peito apertado. Um paradoxo, pois o peito, onde guardei sentimentos infinitos, parece agora nao caber um grao de qualquer coisa.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Jogo de azar,,,,,
A sensação é de que vou saltar em um penhasco sem volta a cada segundo que tento deixa-la longe de meus pensamentos. Para mim isso eh apenas jogo,,
aposta no tudo ou nada com garantia nenhuma. Nessa brincadeira de estica e estica, cansei e nada parece mola para me fazer saltar de volta. Seu sorriso foi desejo, só meu, convite contagioso de te-la em meu corpo cravado e grudado em qualquer prazer, em que do mais modesto ao novo sempre se fazia fantástico. Sempre fomos vitimas de pétalas ímpares, que de maneira propositada se fazia começar pelo desejo máximo e único, bem me quer. Para que tanta enganação? se cada flor era estuprada com a falta de possibilidade de dizer a verdade em suas pétalas arrancadas no escuro de minha ilusão. Seu amor sempre se fez vazio, e sua existência era possível em um único lugar, minha imaginação, onde apenas criei. Não que no fundo de qualquer penhasco se ache a resposta ou que o cansaço traga o aprendizado exato de qualquer desilusão na espera sem esperança. Apenas não sei como dizer o que sei sentir, o confuso parece claro, acho q só não sei bem, porque saber não é o problema, é apenas o medo agora, a verdade nossa dói em nós mesmos, só não saberia não dizer, antes que o peito se aperte mais, que nesse jogo sem ganhador, você nunca quis gostar de mim, apenas quis que eu gostasse de você.
domingo, 17 de outubro de 2010
Inverdades...
O desencontro com o certo, mas não com o acaso, trouxe-me a fadigada sensação de estar só mais uma vez. Essa repetida fadiga faz-se diferente, nesse instante, pelo simples fato de sozinho é como desejo estar. As notas do piano mal tocado parecem gargalhar de mim em meu reflexo desconfigurado na superfície, mal encerada, coberta de pó. O banco, por mais macio, não parece me confortar, não ao menos como antes, pois ali, por horas, encontrava-me sem descanso e sem ao menos me cansar. A bebida faz-se quente, na mesma superfície, acompanhada por um cigarro mal tragado que se consome por si só, em um fim esperado como o meu naquele lugar. O gelo afogado, na bebida amarga que agora desce como água, se foi, na mesma proporção que sua falta me embriaga e sua ausência me mata em minha solidão. A luz apagada não só reflete minha alma como minha própria enganação, onde não quero esconder-me de ninguém se não de mim mesmo. O que falo já não há mais nexo, mas isso não vem em questão, perdoa-me por não saber lidar com essa situação. O certo é que desencontro houve, não sei onde, talvez com minha verdade quando disse, querer sozinho estar, quando, agora sim, de certo, desejo, de todo modo, o contrário.
sábado, 16 de outubro de 2010
ID
O convívio era bom, não reclamo, os dias passaram-se felizes, e dai?
É o outro lado meu que pergunta, juro que por mim mesmo não questionaria.
Hoje, os fatos se concretizam por si só, mas ainda reluto em não me arrepender no todo que sei ser nada.
E se no final de tudo eu não a tivesse, nos meus braços, nem por um segundo se quer? [...]Eu ja disse, é o outro meu lado, não ligue para ele, esse é muito espontâneo e peca, às vezes, pela impulsão.
Nesse momento, peço perdão por não conseguir lidar comigo mesmo. Brigo com o interior que insiste em tentar sair e tomar as rédias de tudo. Sei, mesmo que ele não aceite, não trocaria um segundo de minhas mãos entrelaças a seus cabelos e seu suor mesclado ao meu, por uma vida sem a possibilidade de amá-la.
Não posso querer acreditar que o amor não seja um jogo de fichas altas, no valor de sentimentos, mágoas, mas ainda assim, de felicidade arriscada em qualquer perda.
O meu lado impulsivo insiste em apostar, ainda que de mãos vazias, no tudo ou nada, sem o medo, o próprio da adrenalina de qualquer risco que inevitavelmente se transfere apenas a mim.
Já perdi, ganhei, na balança não sei qual mais, mas faltamente ficaram o sabor das vitórias e o aprendizados das derrotas, mesmo que o sorriso de tudo seja dele e as lágrimas das perdas minhas.
É o outro lado meu que pergunta, juro que por mim mesmo não questionaria.
Hoje, os fatos se concretizam por si só, mas ainda reluto em não me arrepender no todo que sei ser nada.
E se no final de tudo eu não a tivesse, nos meus braços, nem por um segundo se quer? [...]Eu ja disse, é o outro meu lado, não ligue para ele, esse é muito espontâneo e peca, às vezes, pela impulsão.
Nesse momento, peço perdão por não conseguir lidar comigo mesmo. Brigo com o interior que insiste em tentar sair e tomar as rédias de tudo. Sei, mesmo que ele não aceite, não trocaria um segundo de minhas mãos entrelaças a seus cabelos e seu suor mesclado ao meu, por uma vida sem a possibilidade de amá-la.
Não posso querer acreditar que o amor não seja um jogo de fichas altas, no valor de sentimentos, mágoas, mas ainda assim, de felicidade arriscada em qualquer perda.
O meu lado impulsivo insiste em apostar, ainda que de mãos vazias, no tudo ou nada, sem o medo, o próprio da adrenalina de qualquer risco que inevitavelmente se transfere apenas a mim.
Já perdi, ganhei, na balança não sei qual mais, mas faltamente ficaram o sabor das vitórias e o aprendizados das derrotas, mesmo que o sorriso de tudo seja dele e as lágrimas das perdas minhas.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Quebra Cabeças
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
E dai ?
Tanto faz....
A diferença de antes é igual a de agora.
Os ensaios em rabisco parecem apagados, borrados, talvez o resultado de lágrimas secas.
O café está frio, não me lembro seu sabor em minha boca que parece pedir um cigarro.
Quero desaparecer com sua fumaça, esconder-me.
Tudo torna-se facilmente em vão e a dor parece inútil.
Meu nome, ninguém. Minha vontade, nenhuma. Meu sobrenome, tanto faz.
A diferença de antes é igual a de agora.
Os ensaios em rabisco parecem apagados, borrados, talvez o resultado de lágrimas secas.
O café está frio, não me lembro seu sabor em minha boca que parece pedir um cigarro.
Quero desaparecer com sua fumaça, esconder-me.
Tudo torna-se facilmente em vão e a dor parece inútil.
Meu nome, ninguém. Minha vontade, nenhuma. Meu sobrenome, tanto faz.
Segredo,,,,
Os lábios colados parecem desenhar todo sonho, todo desejo meu.
Os olhos abrem-se na aventura de aprovarem se tudo é real, e ao mesmo tempo, provam do encontro dos seus, tão brilhantes, que parecem beijar os meus.
O carinho de sua face a minha, com macieis incomparável, ou somente comparável a sua, própria, faz-me perdoado de qualquer pecado que meus pensamentos cometam naquele momento, quando do mais simples a qualquer infinito, tudo se faz sagrado.
Os olhos abrem-se na aventura de aprovarem se tudo é real, e ao mesmo tempo, provam do encontro dos seus, tão brilhantes, que parecem beijar os meus.
O carinho de sua face a minha, com macieis incomparável, ou somente comparável a sua, própria, faz-me perdoado de qualquer pecado que meus pensamentos cometam naquele momento, quando do mais simples a qualquer infinito, tudo se faz sagrado.
invada-me
É na hora exata de uma hora qualquer que fico engasgado sem saber o que dizer.
As palavras parecem fugir, é uma brincadeira, eu sei, mas certamente de mau gosto.
A timidez leva-me a esse desepero já esperado. Estar perto de você é meu desejo quando longe, mas quando bem perto, ali tão próxima ao toque, faço-me sumir, senão transportar-me para tão longe onde facilmente posso perder-me sem o medo de ser achado por mim mesmo.
Não se é livre nessas viagens. O peito se aperta, as mãos congelam, os olhos ensaiam lágrimas, e eu dono de todas as sensações e do caminho de ida, não entendo nenhum dos porquês e fatalmente desconheço a data e o caminho de volta;
Você não é deusa, certo que não, mas tenho dúvidas se anjo. Ainda não pude vê-la aos olhos e nem tocar a sua carne que ainda insisto em duvidar se é real.
Será seu mistério ou apenas minha timidez enigmática que me faz menor sempre tomado pelo medo de seu desprezo inevitável em meus pensamentos.
Se deusa, se anjo, ou mesmo real, não saberia ser seu em seus pensamentos impenetráveis.
Ainda espero a tosse e a companhia das palavras que façam da hora exata , a minha, e não qualquer uma.
As palavras parecem fugir, é uma brincadeira, eu sei, mas certamente de mau gosto.
A timidez leva-me a esse desepero já esperado. Estar perto de você é meu desejo quando longe, mas quando bem perto, ali tão próxima ao toque, faço-me sumir, senão transportar-me para tão longe onde facilmente posso perder-me sem o medo de ser achado por mim mesmo.
Não se é livre nessas viagens. O peito se aperta, as mãos congelam, os olhos ensaiam lágrimas, e eu dono de todas as sensações e do caminho de ida, não entendo nenhum dos porquês e fatalmente desconheço a data e o caminho de volta;
Você não é deusa, certo que não, mas tenho dúvidas se anjo. Ainda não pude vê-la aos olhos e nem tocar a sua carne que ainda insisto em duvidar se é real.
Será seu mistério ou apenas minha timidez enigmática que me faz menor sempre tomado pelo medo de seu desprezo inevitável em meus pensamentos.
Se deusa, se anjo, ou mesmo real, não saberia ser seu em seus pensamentos impenetráveis.
Ainda espero a tosse e a companhia das palavras que façam da hora exata , a minha, e não qualquer uma.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Perdas
nota de 3
A risada está desacompanhada de qualquer sorriso, ela de fato é falsa.
Os olhos brilham afogados nas lágrimas escondidas pelo soluço.
Os gritos internos silenciam meu exterior, são mudas suas palavras.
Os sapatos gastos, a calça rasgada e o relógio parado são adornos que um dia me importei, e eram novos.
Os dentes escovei, fio dental nem sei, mas o espelho me diz que a barba ainda está por fazer.
Minha imagem ali, por instantes, fez-me ensaiar, em meus lábios, um oi contido que, de fato, comprovava e provava em segredo minha própria loucura.
A verdade era amiga da mentira, ao final não fomos apresentados, os três. só percebi quando as vi zombando de mim.
No mesmo final a gente aprende que não há porque da risada desacompanhada, das lágrimas afogadas, das palavras mudas e adornos gastos, se o que me resta é dançar na música tocada pela verdade e cantada pela mentira.
Os olhos brilham afogados nas lágrimas escondidas pelo soluço.
Os gritos internos silenciam meu exterior, são mudas suas palavras.
Os sapatos gastos, a calça rasgada e o relógio parado são adornos que um dia me importei, e eram novos.
Os dentes escovei, fio dental nem sei, mas o espelho me diz que a barba ainda está por fazer.
Minha imagem ali, por instantes, fez-me ensaiar, em meus lábios, um oi contido que, de fato, comprovava e provava em segredo minha própria loucura.
A verdade era amiga da mentira, ao final não fomos apresentados, os três. só percebi quando as vi zombando de mim.
No mesmo final a gente aprende que não há porque da risada desacompanhada, das lágrimas afogadas, das palavras mudas e adornos gastos, se o que me resta é dançar na música tocada pela verdade e cantada pela mentira.
Palavras mudas
O frio não era incômodo, nada era.
Palavras ao vento.....
As palavras têm perguntado de mim, as frases tentado convencê-las de que somente dei um tempo. Depois de tantos anos falta-me coragem pra dizer que as abandonei, as olho distantes, sem ao menos lê-las.
Eu sabia, desde o princípio, que não era o dono de minhas ideias, nunca escondi, sempre disse que o responsável por tudo era o dom.
Minhas mãos sentem saudades do papel. A caneta que tanto as acompanharam e até o caderno dobrado, muitas vezes mal tratado, devem se perguntar o que aconteceu, por alívio, acho.
Será que tenho culpa por não me culpar? Será que sou covarde por não ter coragem ou tudo é apenas vergonha por saber que mesmo confessando que tudo era do dom, fiz de cada texto meu, assinei em baixo e me exibi por isso, sem ao menos dizer obrigado.
Eu sabia, desde o princípio, que não era o dono de minhas ideias, nunca escondi, sempre disse que o responsável por tudo era o dom.
Minhas mãos sentem saudades do papel. A caneta que tanto as acompanharam e até o caderno dobrado, muitas vezes mal tratado, devem se perguntar o que aconteceu, por alívio, acho.
Será que tenho culpa por não me culpar? Será que sou covarde por não ter coragem ou tudo é apenas vergonha por saber que mesmo confessando que tudo era do dom, fiz de cada texto meu, assinei em baixo e me exibi por isso, sem ao menos dizer obrigado.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Pés
O mar era calmo,
mas ainda assim beijava a areia que se moldava a nossos pés, que de tão pertos,
pareciam fazer uma marca só.
O sol se despedia
sem dizer adeus, talvez não quisesse nos incomodar ou somente quisesse nos
presentear com as estrelas e a lua como surpresa.
O fato é que nada
disso se fazia importante se não fosse a sua presença aconchegada ao meu peito.
Cada aperto se firmava mais em cada beijo que se desprendia dos lábios em busca
de conhecer todo corpo que naquele momento se fazia único.
O sabor do
beijo, do toque, de cada carícia era temperado apenas com um ingrediente, o ar
de todo aquele momento.
Só não queria
entender ou mesmo aceitar que você seria minha apenas ali, na brevidade dessa
vida. Pensar no depois seria viajar a um futuro incerto e amedrontador que
poderia revelar-me sua ausência.
Na medida exata de
cada imaginação desse futuro, nossos pés, aquecidos pela areia, aproximavam-se
de forma a sobreporem-se, dando-nos a certeza de nossa unidade.
A brisa fazia
soprar em nossos ouvidos vontades que fugiam de nossos pensamentos que já não
se faziam mais inadequados ou mesmo impuros.
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