O tempo se vai, tenho ficado para trás, ofegante e incapaz de acompanhá-lo. Já posso vê-lo virar a três esquinas, vou perdê-lo, como me perdi de mim.
O tempo não espera, ele passa.
As vezes, as voltas do ponteiro deixam a sensação de que haverá volta, mas só resta comparação entre o que foi ou deveria ser, mas ausente, sempre, de como é.
O passado é feito do que passa, mas nem sempre do que ficou para trás e carregar tudo isso é pesado.
Os ombros estão fracos e o peito cansado, quero me sentar.