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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O sabor de acordar


Os dias têm passado e confirmado o que já era óbvio em meus pensamentos.
Hoje, me deu saudade de dizer o quanto te amo com palavras enfeitadas, simplesmente pra ouvir que a fiz sorrir.

Ouvi uma música bonitinha e não havia como conter a felicidade que é pensar em você. Tenho visto, desde o inicio de tudo, diferenças se igualarem pelo simples propósito de tudo ficar bem, de ficarmos bem, de sermos um do outro e sempre juntos.

Tenho acordado feliz em todos os hojes de cada manhã e dormido aliviado por saber que não preciso buscar o amor que já encontrei.

Nos amanhãs já não há mais sei las ou qualquer dúvida do que fazer, quando a certeza é sempre querer te reconquistar da maneira mais pura, simplesmente para que você não possa duvidar que minha alegria é estar com você.

domingo, 9 de junho de 2013

Caminhos de vento...


Nasci há alguns dias quando ainda não havia lua. 
As promessas já podiam ser ouvidas, mas não entendidas. 
Tenho crescido buscando os entendimentos e as razões coerentes do que parece tempo perdido. 
Não nego que às vezes possa sentir tudo perto, mas a última peça não se encaixa e concluo que nunca haverá alguma que caiba apertada na perfeiçao exata que faça toda busca acabar. 
Confesso que fico feliz, pois não saberia o que fazer se não precisasse mais procurar, ou não, porque sei que muitas vezes me canso, canso-me de me enganar.
E ainda assim faz-se estranha a felicidade de buscar o que não vai se encontrar e o medo de mesmo não acreditando de certa forma acreditar. 
Não sei até onde vai a esperança e se sobra o preenchimento do tempo pela distração de rumar quando estou novamente perto.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Buscas...


Onde está você que prometia verdades absurdas e fazia nunca parecerem exageros?
Onde está você que fazia de cada alegria a verdadeira e inacreditavelmente real?
Onde está você em meio as flores do jardim de um mundo perfeito nosso?
Onde está você com as promessas, minhas gargalhadas e flores de todas as cores?
[...]
Onde está minha vontade de saber onde você está?

terça-feira, 12 de março de 2013

Sempre ao seu lado...

Os dias perderam os ponteiros, as noites são sempre insuficientes quando meu corpo está perto do seu e posso sentir o calor de sua respiração junto à minha pele. 
Não há explicação no que já não se espera, não cabem questionamentos quando as virtudes são ressaltadas e valorizadas ainda que em palavras mudas, pois dizer algo nesse momento faria do óbvio redundância qualquer. 
Tenho segurado sua mão esquerda para garanti-la sempre ao meu lado direito fazendo-a cada vez mais minha, minha mulher, na necessidade incompatível, mas pura, de uma realidade que faz sobrar dependência, mas a boa de querer viver sempre para tê-la em todos os amanhãs. 
O egocentrismo egoísta de ser único tem abraçado você a cada dia, suplicando, para ser seu na tentativa desesperada de fazer tudo nosso. 
 Nessa incompatibilidade com o real onde o relógio não sabe contar e as noites não querem nos abandonar, você simplesmente nutre cada expectativa minha com seus olhos acompanhados pelo sorriso fácil e doador de uma felicidade que me contagia nessa dependência boa de ser seu.

Mãos coladas...



Quero deitar ao seu lado na cama fria e aquecê-la enquanto rolamos juntos, em todos os seus cantos, buscando o encaixe perfeito para nos fazer únicos, sem espaços, apertado na medida certa de cada abraço, no desdobrar de nossos lábios, com olhos bem abertos para auxiliarem o certificado de cada toque comprovador de que tudo se faz perfeitamente real.

Seu cheiro, seu gosto são sentidos pela sinestesia pública em meu sorriso, em meu carinho e no meu jeito de te olhar, sempre com uma calda de medo, sabendo que tudo que se faz real um dia possa acabar, ainda que na impossibilidade inexata ou disfarçada da eternidade matemática dos relógios que não posso controlar.

Seria fácil quando o tudo e o todo fossem conseqüências exclusivas de meus pensamentos e sentimentos projetados pela vontade absoluta e incomparável de te amar, fazendo do sonho e da realidade semelhantes, quando o perfeito não está em um momento, sabor específico ou lugar, mas sim na simples alegria contagiosa de alguém que faço querer  acompanhar, nos passos rápidos de jovem de hoje aos vagarosos de velho em todos os amanhãs, embebidos da verdadeira felicidade de sempre sabermos que nunca poderíamos saber viver se algo nos fizesse distanciar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quase bom...



Tenho amado todos os dias desde que descobri o que é o amor. 
Amor é um pensamento nem um pouco ligeiro, mas sorrateiro, quase sempre disfarçado e as vezes acompanhado de dor. 
Ele chega de mansinho e entope as artérias, borra o cérebro e insiste fazer enxergar o que não se pode ver. 
Não é um sentimento puramente bom, ele modifica, risca, rasga e deixa marcas. 
Há de vários modos, sabores e tons. Desde pelo seu gato sem raça ao por alguém que quase sempre é anônimo. 
É bem isso, o amor não recompensado, muitas vezes envergonhado, é bom, pois só existe em você e daí se imagina como deva ser, mas só se imagina, todas às vezes balizado pela perfeição. 
Amar a dois não é fácil, o tira do eixo, que com falta de algum remelexo, não se faz bom, pois toda imaginação se frustra quando por mais parecidos, ninguém se faz igual. 
Se quiser mesclar os amores, o real e o da sua própria ficção, a mente se corrompe, o peito sempre cansa e às vezes pode achar que tudo é em vão. 
Amor não é negocio nem escambo, não pode haver trocas, somas ou divisão, amor é pura admiração comentada com ausência das palavras, apenas com o olhar de cada um que se cumprimenta, quase sem razão, para dizerem um ao outro que nem sempre tudo será bom, mas que na ausência de tudo isso, poderá existir sempre ela, mas eu não.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pensamentos de um caule...

Quero fechar os olhos de todos os modos e descansar, sem a presença de sons e imagens que me cansam ao me deitar. 
Prometo que não vou chorar, não desta vez. As lágrimas secaram quando o fiz milhares de vezes escondido debaixo do meu cobertor, mesmo quando os dias eram bem quentes. 
Não vou disfarçar se a vontade vier, nem segurar os soluços, mas juro, não há mais como, estou seco por dentro, como galhos de um arbusto cansado que nunca frutificou. 
Não houve água, adubo e a terra que me plantou era fraca, fraca areia. 
Tenho sido pendulado, ceifado todos dias de meus dias, ainda que com pouca ventania. A raiz sangra e o mar avançou, tenho sentido o gosto salobre, sou planta que procura doce pelo tato desatado de sentidos que somente eu pareço sentir. 
Eram asas, não raízes,  o meu desejo, para voar tão longe que as pudessem cansar sem mais querer voltar, só pra depois deitar, descansar ali mesmo, sem compromisso e permanecer sem medo de algum recomeço, com a simples vontade de recomeçar. 
Voar sobre o mar, ainda que sem saber nadar, com um medinho presente, buscando alguma terra perto para morar, a regra seria não se importar, acompanhado pelo infinito, desejando ser tudo imperfeito, quase do avesso para rir e debochar, onde o motivo da graça seria simplesmente estar lå. 
Queria meus pensamentos só meus, não os antigos de volta, mas os novos por toda volta, de uma maneira que me embolasse e que me fizessem realmente livre, ainda que não sóbrios, para que eu pudesse migrar aonde quisesse chegar, com o humilde propósito de que me distraíssem ao repousar, mas o que eu gostaria mesmo era nunca deixar de sonhar.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Piscar de olhos


Há dores que o tempo não vai apagar a marca nem mesmo embaçar a lembrança de quem a sentiu.
Na pele, no peito, na alma, a dor que dói bem dentro não se aquieta. 
Não hå distração para os olhos que viram o que não se queria ver ou saber, dai soube quão fraco se pode ser o ser humano mais forte. 
Em meio a fraqueza, há um momento em que o que menos se busca é a força. A única vontade é deixar se levar, ainda que não saiba pra onde, mas para algum que faça confortar, romper alguma veia e se apagar. 
Tragédias sempre acontecem, mas com os outros. 
Comigo não, com você não, apenas com os outros e quando os olhos se abrem, deseja-se de todos os modos tê-los fechados.

Como deve ser?


Ser tudo perfeito? Juro que nunca desejei. Porém quão imperfeito será o limite do certo e do desacerto? 
Os dias tem sido bons, confesso, mas nem sempre se completam assim. Sinto entraves, quase claves, segredos que não quero. 
Talvez apenas medo de se desvendar. 
A insegurança tem me feito refém e perguntas que tento não responder. 
A incoerência do ilógico se faz presente quando tento relevar cada dor, por simplesmente achar que seja amor. 
O começo não tem sido fácil, e sou ciente que pra ela também não, afinal sou inconstante quando seu jeito e trejeitos me confundem no momento em que tudo ja se faz concreto, reto e certo. 
Meu coração reclama de úlceras, e dói. Ele se pergunta o porquê disso tudo logo nesse momento, nunca o maltratei, ou feri e agora diariamente sofre. 
A angustia tem me feito companhia e juntamente com a insegurança insistem em não se calarem aos meus ouvidos, às vezes zombando, às vezes devagando, o fato é que nunca estão silentes. Ainda tenho buscado as respostas que justifiquem o que já não passa ser óbvio. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Talvez...


O chão não está sob os pés, fui golpeado por meu orgulho tolo, que não me faz nada acrescentar, sempre desdenhando de meus pensamentos e sentimentos desprotegidos no voo de alguma empolgação. Ele parece sempre sussurrar em meu ouvido o que eu não aguento ouvir, fazendo de qualquer depois, um sofrimento de culpa por não saber lidar com as coisas minhas e só minhas. A imaturidade dos vinte e poucos anos tem permanecido, não sei me libertar.  Paradoxalmente a qualquer lógica, essa prisão me faz fugir de tudo o que eu queira alcançar, rendendo-me, sempre, o protagonismo de alguma tolice injustificada que se torna real em meus pensamentos ruins contaminados por ele, o orgulho que me embebeda em veneno e que não sei me curar. Hoje o dia terminou ruim, e amanhã não sei como será.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Café...


Onde esta a razão? Os meus olhos tem sido inundados de você e meu coração ainda não sabe que você existe. Os meus pensamentos estão contaminados por promessas minhas e não sei como não fazê-las. Tenho guardado segredos de mim mesmo, não querer sabê-los é minha opção também. Não sei como, mas me divido, as dúvidas são constantes e a ação é nenhuma, estou estático frente a seus olhos que não se descolam de minhas lembranças. Não posso alcançá-la com as mãos, não ainda, e talvez o mundo acabe 10 pras 3, e só sei tomar meu café, e pensar em você fingindo me concentrar em qualquer coisa que eu tente me distrair. A iminência do fim não faz importar, pois migrei para seu mundo e o daqui já pouco importa, quando é nesse novo que a tenho sem medo e a abraço forte.

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