Aproveite............
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
amigo...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Nu...
Eu era jovem, a inexperiência era evidente em cada atitude. As mãos trêmulas e os lábios pálidos, quase tapados pelo suor descido da testa, mostravam o nervosismo incontrolável. Os sentimentos eram confusos e sempre secretos, proferi-los era fatalmente sinônimo de vergonha. A presença dela era boa, mas modificava o meu eu, sentia-me bobo, eu ficava fora de mim. O amor platônico era bom, mas frustrante, porém ainda, paradoxalmente confortante. Não havia riscos em meus pensamentos, ela sempre se fazia minha e lá sempre eu era realmente eu. O tempo, o melhor dos remédios, nem sempre nos cura, como dizem. Muitas vezes apenas nos dopa e nos faz pensar que estamos livres dos medos de ontem. O amor, hoje, é mais real, mais frio, não na barriga como antes, mas nas atitudes que agora parecem argumentos e ferramentos para um objetivo final. A pureza que me fazia bôbo, se foi, ou se escondeu e no mesmo mundo real penso ser eu, pois certeza não tenho. Tudo mudou, mas nada eh novo. As coisas sao rotineiras, passageiras e quase mecânicas e não mais há vergonha. O medo de ontem foi-se e ficou a saudade de jovem que eu era.
futuro de ontem
Parecia verdade mesmo quando se era certa a mentira. Era calmo mesmo quando já não havia esperança.
Se sentia mesmo quando ja não havia sentido ou sentimento algum.
A hipnose era a porta da loucura, mas não se sabia se da real ou da própria de mim.
O presente e o passado eram como o futuro de daqui pouco ou de qualquer futuro distante.
A rotina constante era a prisão sem algemas e grades, se podia andar em qualquer direção,
mas improvável que fosse em algum sentido. Na mente corrompida, imagens, apenas imagens desprovidas de movimento ou som, friamente estáticas.
O passado deveria ser bom, prendo-me a ele, traz-me a proteção do devaneio e a segurança de um calor
um dia conhecido, ainda que essas sensações trazidas nele, fazem-se falsas.
Estou pendurado em um abismo de um metro e não sei me jogar. O medo da queda é pouco importante, pois ela eh certa em qualquer instante. Preso ao passado e em minhas ilusões não me levo de volta pra lá, mas ainda sim, eu caminho para o futuro de ontem.
Se sentia mesmo quando ja não havia sentido ou sentimento algum.
A hipnose era a porta da loucura, mas não se sabia se da real ou da própria de mim.
O presente e o passado eram como o futuro de daqui pouco ou de qualquer futuro distante.
A rotina constante era a prisão sem algemas e grades, se podia andar em qualquer direção,
mas improvável que fosse em algum sentido. Na mente corrompida, imagens, apenas imagens desprovidas de movimento ou som, friamente estáticas.
O passado deveria ser bom, prendo-me a ele, traz-me a proteção do devaneio e a segurança de um calor
um dia conhecido, ainda que essas sensações trazidas nele, fazem-se falsas.
Estou pendurado em um abismo de um metro e não sei me jogar. O medo da queda é pouco importante, pois ela eh certa em qualquer instante. Preso ao passado e em minhas ilusões não me levo de volta pra lá, mas ainda sim, eu caminho para o futuro de ontem.
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
?
Seus olhos nunca foram respostas, seus lábios sempre enigmas e seu amor um segredo. As minhas perguntas, também, nunca foram as mais fáceis, ou mesmo as mais interessantes, confesso. Nunca soube se suas lágrimas acompanhavam o sorriso ou o sorriso as lágrimas. Sua inconstância fez meu devaneio e a passagem de ida para o vazio infinito que cabia sem espaço dentro de mim. Entende-la tornou-se uma aventura perigosa, um labirinto, mas nunca a principal intriga de meus entedimentos que insistiam não compreender o porquê de uma vontade absoluta guiada por sentidos desprendidos de razão alguma, mas sustendado na emoção exata, do tamanho de mim. O gostar, com você, torna-se advinhação, jogo de azar. Não me importaria perder se ao final de tudo tivesse como resposta a minha passagem de volta desse turbilhão de dúvidas infinitas e a liberdade desse labirinto. Com você, o gostar, torna-se detalhe, pretexto de dor, de uma curiosidade insaciável em que no mesmo final traz-me a resposta em mim mesmo, paradoxalmente, uma pergunta. Gosto de você porque não sei faze-la gostar de mim? Tudo se responde imediantamente quando me sinto mais preso com a certeza que independente de tudo, apenas sei gostar..
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