Seus olhos nunca foram respostas, seus lábios sempre enigmas e seu amor um segredo. As minhas perguntas, também, nunca foram as mais fáceis, ou mesmo as mais interessantes, confesso. Nunca soube se suas lágrimas acompanhavam o sorriso ou o sorriso as lágrimas. Sua inconstância fez meu devaneio e a passagem de ida para o vazio infinito que cabia sem espaço dentro de mim. Entende-la tornou-se uma aventura perigosa, um labirinto, mas nunca a principal intriga de meus entedimentos que insistiam não compreender o porquê de uma vontade absoluta guiada por sentidos desprendidos de razão alguma, mas sustendado na emoção exata, do tamanho de mim. O gostar, com você, torna-se advinhação, jogo de azar. Não me importaria perder se ao final de tudo tivesse como resposta a minha passagem de volta desse turbilhão de dúvidas infinitas e a liberdade desse labirinto. Com você, o gostar, torna-se detalhe, pretexto de dor, de uma curiosidade insaciável em que no mesmo final traz-me a resposta em mim mesmo, paradoxalmente, uma pergunta. Gosto de você porque não sei faze-la gostar de mim? Tudo se responde imediantamente quando me sinto mais preso com a certeza que independente de tudo, apenas sei gostar..
Aproveite............
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens populares
-
As diferenças saltam aos olhos meus, e os deles procurantes de esperança, qualquer, parecem buscar, em cada um dos meus, o caminho de algu...
-
Talvez a culpa esteja dividida nesse momento. As razões parecem menores para cada lado a medida que a falta bate e a saudade já não mais s...
-
Seus olhos puros olhavam-me firmes em resposta aos meus. Era fácil entendê-la sem ao menos nos falar. Os segredos, às vezes guardados ...
-
Era tarde, o frio entrava de maneira atrevida entre os vãos da janela. O livro da biblioteca antiga era devorado por meus olhos cansados n...
-
O desencontro com o certo, mas não com o acaso, trouxe-me a fadigada sensação de estar só mais uma vez. Essa repetida fadiga faz-se diferen...
Nenhum comentário:
Postar um comentário