Quando as palavras se perdem nos pensamentos, só restam os sentimentos e toda ausência preenchida pela falta de razão.
Não há coerência no paradoxo e buscar alguma é perder o tempo que sobra, quando vago sem saber me ocupar.
O espaço está repleto de vazios, sem nada para me fazer apertar, sem objetos para mover de lugar.
O espaço está repleto de vazios, sem nada para me fazer apertar, sem objetos para mover de lugar.
Não há ritmo e os dedos se perdem entre as cordas, deslizando-se de lá pra e cá.
Os olhos se incomodam com a luz que de repente esteve sempre por lá.
Eu vejo uma terra cravada de estrelas e o céu borrado de poeira espalhada no ar.
Não há terra molhada, só o cheiro de eucalipto da estrada que me leva a nenhum lugar.
Não estou perdido por simplesmente não saber aonde chegar.