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domingo, 30 de outubro de 2011

Haiti............

As diferenças saltam aos olhos meus, e os deles procurantes de esperança, qualquer, parecem buscar, em cada um dos meus, o caminho de algum lugar, um que seja melhor.
 É fácil o sentimento de ter minhas mãos atadas e paradoxalmente transportá-las, quase que automaticamente, às pequenas famintas de alegria.
A paisagem condena-me pelos questionamentos e reclamações que pareciam óbvios e de direito meu. Faço-me réu e sou culpado.
Não poderia imaginar que pesos e medidas, tão matemáticos, pudessem ser relativos, humanísticos, porém desumanos, quando o que é pouco e quase nada é muito ou tudo.
De repente, mas não raramente, encontro, aos montes, sorrisos sem ensaios, talvez movidos pela simples vontade de serem felizes.
A alegria, apenas, surge, e você fica assim, sem entender, sem saber de onde vem, como vem, mas quando se nota, sente-se que é pelo simples fato de eu estar ali, mensageiro da esperança.
E a mim? onde caberiam justificativas para entristecer?

domingo, 16 de outubro de 2011

Teatro do amor

Desculpe, acho que, nesse momento, não há culpa, mas me desculpe.              
Desculpe primeiramente por não me culpar.
Desculpe por não conseguir, mas me perdoe por tentar, insistir, acreditar.
Desculpe pelas palavras, talvez não as oferecessem em quantidades certas .
Desculpe por não as fazer ouvidas.
Desculpe pelos abraços apertados, era medo, medo de não poder encaixar-me em você mais uma vez.
Desculpe por ter medo.
Desculpe por te olhar e admirar sem ainda entender todos os porquês, talvez por isso o fizesse todo tempo, o tempo todo.
Desculpe por não ter achado o caminho ou qualquer atalho para seu coração.
Desculpe por correr, acelerar,  buscar-te em cada instante e em todo lugar.
Desculpe por não fazer seus sentimentos sorrirem.
Desculpe por não me fazer suficiente.
Desculpe por não brilhar sem luz, apagar-me e mentir
Desculpe por minhas promessas e planos
Desculpe por não os cumprir
Desculpe por desistir,
Desculpe por eu não ter mais truques, piadas, músicas e mágicas,
Desculpe se não sou artista do amor,
Desculpe, mas o show acabou.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Quase sem querer

Gostar de você é tipo, quase sem querer,
diria inevitável, seguro e saudável,
não há bifurcações, a única, talvez, quando escolhi você,
sem dedos, só intuição, assim, quase sem querer,
 só uma rua, longa, larga e macia que se pode andar de pés nus, em que você fez me trazer,
ahhh, e há flores, várias
e árvores grandes,
a gente deita debaixo delas, e fica por horas, assim quase sem querer, e
é possível esquecer que é real, mas não se confundir, ainda que
não saiba porquê, mas você não para de falar com as formigas
e brincar com as borboletas
são azuis, rosa, e tem de todas cores.
Lhe dar as mãos e seguir em frente, sem querer entender e apenas sentir,
Me faz gostar de você, assim quase sem querer.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


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