A estação está vazia, não há trem ou ao menos algum que eu esteja a esperar. Não decorei números e nem determinei destinos.
O relógio prateado à minha frente está parado, parece ter cansado de trabalhar, pois não há desmazelo, tudo está limpo e bem cuidado. Posso observar, calmamente do banco confortável, sentado sem algum motivo que me faça preocupar.
É a primeira vez no lugar, nada prende a atenção, nem mesmo as paredes coloridas, o cigarro ainda aceso no lixo vazio, a fumaça da pequena janela ou mesmo as pessoas, raras, que ainda apressadas parecem paradoxalmente vagar, recheadas de anseios, desesperos ou os dois, discretos ou somente secretos, sem com quem poder compartilhar, disfarçados no semblante que daqui do banco posso quase apalpar.
Os olhos percorrem cada canto apenas por distração de um tempo que nem eu e nem aquele relógio façam-se, ainda, permitidos contar. É a pura falta de tempo de um tempo que nunca fará faltar.
Parece sempre melhor aqui de fora, quase desconectado, sem dedos e martelos, para apontar e julgar, não me faço notado, anoto tudo na retina e comento com lábios calados, sem réplicas, tudo resume-se a uma estranha diversão.
Às vezes, risos ligeiros, sobrancelhas saltadas com a testa enrugada, queixo caído ou simplesmente anestesia são os resultados de tudo sem mais e sem menos, mas com tudo sem questionamentos, apenas observação, pura, do nada, do todo, de tudo, mas sem propósito, a não ser o de estar ali, lá, em qualquer lugar, apenas por estar.
O relógio prateado à minha frente está parado, parece ter cansado de trabalhar, pois não há desmazelo, tudo está limpo e bem cuidado. Posso observar, calmamente do banco confortável, sentado sem algum motivo que me faça preocupar.
É a primeira vez no lugar, nada prende a atenção, nem mesmo as paredes coloridas, o cigarro ainda aceso no lixo vazio, a fumaça da pequena janela ou mesmo as pessoas, raras, que ainda apressadas parecem paradoxalmente vagar, recheadas de anseios, desesperos ou os dois, discretos ou somente secretos, sem com quem poder compartilhar, disfarçados no semblante que daqui do banco posso quase apalpar.
Os olhos percorrem cada canto apenas por distração de um tempo que nem eu e nem aquele relógio façam-se, ainda, permitidos contar. É a pura falta de tempo de um tempo que nunca fará faltar.
Parece sempre melhor aqui de fora, quase desconectado, sem dedos e martelos, para apontar e julgar, não me faço notado, anoto tudo na retina e comento com lábios calados, sem réplicas, tudo resume-se a uma estranha diversão.
Às vezes, risos ligeiros, sobrancelhas saltadas com a testa enrugada, queixo caído ou simplesmente anestesia são os resultados de tudo sem mais e sem menos, mas com tudo sem questionamentos, apenas observação, pura, do nada, do todo, de tudo, mas sem propósito, a não ser o de estar ali, lá, em qualquer lugar, apenas por estar.