A noite é dos caçadores, agem na espreita dos inocentes tolos que pouco sabem e sempre se acham muito. Quanto mais brilhante maior a escuridão, o silêncio permanece apenas aos surdos, mas é ensurdecedor.
A verdade camufla-se na sórdida enganação, os olhos abertos não podem enxergar, pois o que se vê é sempre ilusão. É tátil, físico, não há como desconfiar, o momento é sempre de certezas, não restam dúvidas.
Quando, na sorte, somente por ela, percebe-se que a gravidade faz flutuar e que o certo torna-se acerto, o mundo é de algodão de sal. Destrói-se no exato momento em que se cria e o sabor não é o que se conhecia.
A perfeição assusta quando das partes faz-se o todo, quase óbvio, mas sempre quase e a certeza sempre regalia dos donos do quebra-cabeças de uma turva imagem que sempre se fez nítida e real.
As palavras, antes só palavras, soam números, nenhum cabalístico, mas igualmente intrigante. Frases, antes ordens e conselhos, somam cifras pobremente ricas. Pessoas, sempre tolas, peças de xadrez de único jogador.
Quando se vai, não resta a volta e o mundo conhecido faz-se diferente, o ar é nojento e provoca vômitos.
A dúvida é quase covarde quando me faz pensar em pedir pela ignorância total, cego, surdo.
Apenas quase, quando me lembro da pouca vontade de ser mudo.
Confesso, nada é mentira, tudo apenas verdades inventadas.
A verdade camufla-se na sórdida enganação, os olhos abertos não podem enxergar, pois o que se vê é sempre ilusão. É tátil, físico, não há como desconfiar, o momento é sempre de certezas, não restam dúvidas.
Quando, na sorte, somente por ela, percebe-se que a gravidade faz flutuar e que o certo torna-se acerto, o mundo é de algodão de sal. Destrói-se no exato momento em que se cria e o sabor não é o que se conhecia.
A perfeição assusta quando das partes faz-se o todo, quase óbvio, mas sempre quase e a certeza sempre regalia dos donos do quebra-cabeças de uma turva imagem que sempre se fez nítida e real.
As palavras, antes só palavras, soam números, nenhum cabalístico, mas igualmente intrigante. Frases, antes ordens e conselhos, somam cifras pobremente ricas. Pessoas, sempre tolas, peças de xadrez de único jogador.
Quando se vai, não resta a volta e o mundo conhecido faz-se diferente, o ar é nojento e provoca vômitos.
A dúvida é quase covarde quando me faz pensar em pedir pela ignorância total, cego, surdo.
Apenas quase, quando me lembro da pouca vontade de ser mudo.
Confesso, nada é mentira, tudo apenas verdades inventadas.