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sábado, 24 de maio de 2014

Matrix...

 A noite é dos caçadores, agem na espreita dos inocentes tolos que pouco sabem e sempre se acham muito. Quanto mais brilhante maior a escuridão, o silêncio permanece apenas aos surdos, mas é ensurdecedor. 
A verdade camufla-se na sórdida enganação, os olhos abertos não podem enxergar, pois o que se vê é sempre ilusão. É tátil, físico, não há como desconfiar, o momento é sempre de certezas, não restam dúvidas. 
Quando, na sorte, somente por ela, percebe-se que a gravidade faz flutuar e que o certo torna-se acerto,  o mundo é de algodão de sal. Destrói-se no exato momento em que se cria e o sabor não é o que se conhecia.
 A perfeição assusta quando das partes  faz-se o todo, quase óbvio, mas sempre quase e a certeza sempre regalia dos donos do quebra-cabeças de uma turva imagem que sempre se fez nítida e real. 
As palavras, antes só palavras, soam números, nenhum cabalístico, mas igualmente intrigante. Frases, antes ordens e conselhos, somam cifras pobremente ricas. Pessoas, sempre tolas, peças de xadrez de único jogador. 
Quando se vai, não resta a volta e o mundo conhecido faz-se diferente, o ar é nojento e provoca vômitos. 
A dúvida é quase covarde quando me faz pensar em pedir pela ignorância total, cego, surdo.
Apenas quase, quando me lembro da pouca vontade de ser mudo.
Confesso, nada é mentira, tudo apenas verdades inventadas.










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