Os dias perderam os ponteiros, as noites são
sempre insuficientes quando meu corpo está perto do seu e posso sentir o
calor de sua respiração junto à minha pele.
Não há explicação no que já
não se espera, não cabem questionamentos quando as virtudes são
ressaltadas e valorizadas ainda que em palavras mudas, pois dizer algo
nesse momento faria do óbvio redundância qualquer.
Tenho segurado sua
mão esquerda para garanti-la sempre ao
meu lado direito fazendo-a cada vez mais minha, minha mulher, na
necessidade incompatível, mas pura, de uma realidade que faz sobrar
dependência, mas a boa de querer viver sempre para tê-la em todos os
amanhãs.
O egocentrismo egoísta de ser único tem abraçado você a cada
dia, suplicando, para ser seu na tentativa desesperada de fazer tudo
nosso.
Nessa incompatibilidade com o real onde o relógio não sabe contar
e as noites não querem nos abandonar, você simplesmente nutre cada
expectativa minha com seus olhos acompanhados pelo sorriso fácil e
doador de uma felicidade que me contagia nessa dependência boa de ser
seu.