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sexta-feira, 29 de março de 2013

Buscas...


Onde está você que prometia verdades absurdas e fazia nunca parecerem exageros?
Onde está você que fazia de cada alegria a verdadeira e inacreditavelmente real?
Onde está você em meio as flores do jardim de um mundo perfeito nosso?
Onde está você com as promessas, minhas gargalhadas e flores de todas as cores?
[...]
Onde está minha vontade de saber onde você está?

terça-feira, 12 de março de 2013

Sempre ao seu lado...

Os dias perderam os ponteiros, as noites são sempre insuficientes quando meu corpo está perto do seu e posso sentir o calor de sua respiração junto à minha pele. 
Não há explicação no que já não se espera, não cabem questionamentos quando as virtudes são ressaltadas e valorizadas ainda que em palavras mudas, pois dizer algo nesse momento faria do óbvio redundância qualquer. 
Tenho segurado sua mão esquerda para garanti-la sempre ao meu lado direito fazendo-a cada vez mais minha, minha mulher, na necessidade incompatível, mas pura, de uma realidade que faz sobrar dependência, mas a boa de querer viver sempre para tê-la em todos os amanhãs. 
O egocentrismo egoísta de ser único tem abraçado você a cada dia, suplicando, para ser seu na tentativa desesperada de fazer tudo nosso. 
 Nessa incompatibilidade com o real onde o relógio não sabe contar e as noites não querem nos abandonar, você simplesmente nutre cada expectativa minha com seus olhos acompanhados pelo sorriso fácil e doador de uma felicidade que me contagia nessa dependência boa de ser seu.

Mãos coladas...



Quero deitar ao seu lado na cama fria e aquecê-la enquanto rolamos juntos, em todos os seus cantos, buscando o encaixe perfeito para nos fazer únicos, sem espaços, apertado na medida certa de cada abraço, no desdobrar de nossos lábios, com olhos bem abertos para auxiliarem o certificado de cada toque comprovador de que tudo se faz perfeitamente real.

Seu cheiro, seu gosto são sentidos pela sinestesia pública em meu sorriso, em meu carinho e no meu jeito de te olhar, sempre com uma calda de medo, sabendo que tudo que se faz real um dia possa acabar, ainda que na impossibilidade inexata ou disfarçada da eternidade matemática dos relógios que não posso controlar.

Seria fácil quando o tudo e o todo fossem conseqüências exclusivas de meus pensamentos e sentimentos projetados pela vontade absoluta e incomparável de te amar, fazendo do sonho e da realidade semelhantes, quando o perfeito não está em um momento, sabor específico ou lugar, mas sim na simples alegria contagiosa de alguém que faço querer  acompanhar, nos passos rápidos de jovem de hoje aos vagarosos de velho em todos os amanhãs, embebidos da verdadeira felicidade de sempre sabermos que nunca poderíamos saber viver se algo nos fizesse distanciar.

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