Buscar o vazio torna-se a sina louca de querer se agarrar ao inseguro. A firmeza eh fincada em areia e o caminho de Lá pra cá é escuro e sem rumo. Algumas luzes surgem, mas logo se apagam, parecem guiar-me, ou apenas balizar-me. A vontade de fato não sei qual é de fato, apenas sei que sinto, mesmo que sinta nada sentir. A verdade e a mentira andam juntas a cavaleira da mesma estrada, não posso ver, mas acho que estão de mãos dadas. O frio é quase intenso, não incomoda, mas arrepia, talvez seja somente medo, medo do que não saber sentir. A chegada e a partida parecem o mesmo ponto, é cíclico tudo que toco e estranho a mim tudo que vejo. As luzes tornam a acender, antes perto, agora ao longe, tão distante que acho impossível chegar. Em meio as incontáveis luzes, uma bola prata, com a face rasgada, as vezes amarelada. Pela primeira vez, canso-me, os pés doem e o corpo pede por sentar-me. Os olhos que antes não pareciam entender, agora descobrem que as luzes estão por partir. Deito-me, fixo ao ar, flutuo, essa é a sensação. O universo é um bom lugar.
Aproveite............
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Foi com você...
Sonhei com você, foi real, quase que tocável, você realmente estava ali.
Não queria acordar, minha preocupação era que o despertador estava preparado para acabar com
tudo às 7 em ponto. O medo dos olhos abertos era paradoxalmente não mais lhe ver.
O cenário de tudo eh desconhecido, mas, não sei porquê, pareço saber andar em cada metro daquele lugar.
O inevitável acontece, o barulho é perturbador, anuncia a hora de me ligar novamente ao mundo
real que de fato, nesse momento, não parece ser mais meu.
Ainda forço uma rolada mesmo descoberto e suspiro de olhos fechados desejando que não fosse um adeus, mas um breve até logo,com duração marcada para a próxima noite.
Não posso atrasar-me afinal estou no mundo real.
A sensação de saudade é estranha, é como se ela tivesse saído um pouco mais cedo e não quisesse acordar-me com um beijo de despedida.
Não queria acordar, minha preocupação era que o despertador estava preparado para acabar com
tudo às 7 em ponto. O medo dos olhos abertos era paradoxalmente não mais lhe ver.
O cenário de tudo eh desconhecido, mas, não sei porquê, pareço saber andar em cada metro daquele lugar.
O inevitável acontece, o barulho é perturbador, anuncia a hora de me ligar novamente ao mundo
real que de fato, nesse momento, não parece ser mais meu.
Ainda forço uma rolada mesmo descoberto e suspiro de olhos fechados desejando que não fosse um adeus, mas um breve até logo,com duração marcada para a próxima noite.
Não posso atrasar-me afinal estou no mundo real.
A sensação de saudade é estranha, é como se ela tivesse saído um pouco mais cedo e não quisesse acordar-me com um beijo de despedida.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sombra
Era tarde, o frio entrava de maneira atrevida entre os vãos da janela. O livro da biblioteca antiga era devorado por meus olhos cansados na companhia de luz de velas que pareciam dançar na escuridão da noite. A fumaça do chá há pouco saído do fogo aquecia uma de minhas mãos enquanto a outra de maneira quase automática buscava com a ponta dos dedos as linhas que escondiam entre suas palavras pensamentos que também eram meus. Os pés frios e calejados, ainda enrugados da grama molhada, descansavam bem perto da lareira, quase que tocando a madeira embrasada.
Aquele momento no dia, depois de toda labuta despertada ainda que de noitinha e acabada quase que no mesmo cenário, se fazia de fato o mais esperado. Era como se fosse encontrá-la, ficava ansioso como a primeira vez.
A companhia desacompanhada de alguém não se fazia solitária, pois era seu diário que tinha em minhas mãos. Cada página passada e inevitavelmente borrada por gotas de saudade não contidas pela falta de seu toque declaravam um amor que nunca duvidei sentir. Sua presença sentida era frustrante ao meu tato e aos meus olhos, mas confortante à minha alma.
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