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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Passo ao passo

Será q o acaso acontece por acaso, ou por acaso tudo é vitima do acaso?
Lembranças engraçadas roubam um sorriso na distração, algumas desgraçadas insistem em fixar nos pensamentos.  
O fato é que não há conserto no que nasceu quebrado.
Se caminhar para frente faz tudo diferente, desculpe-me, mas não tem dado certo, pareço estar preso em um percurso circular, não há mudança de paisagem, pois o que vejo é o mesmo piso, mesclado ao parecer e desaparecer da ponta de meus pés.  
A direção dos passos se perde na falta de qualquer sentido.
As perguntas se misturam às duvidas que viajam na mente culpada de não saber como agir e sentenciada por não se defender, a culpa era sua, mas também minha.
Uma voz brota de uma janela, o medo de levantar o olhar toma-me, talvez seja a hora de enfrentar o perigo de um caminho diferente.
Os olhos intimidados crescem a medida que busca o ponto exato de onde meu nome carinhosamente é gritado, mais uma vez você que tantas vezes roubou sorrisos e espremeu lagrimas. Será que por acaso o acaso sempre tem nome e pede por perdão?

Destino,,,

Os caminhos foram diferentes, estão riscados por traços, mas não rasgados em que não haja voltas.
Por muitas vezes, antônimos, onde nos vermos, ao acaso, possível apenas por contorcionismo.
 O mundo dá voltas, ainda que fiquemos parados, um dia o que há de ser será.
Somos vitimas, sim, de nossas escolhas, mas ao mesmo tempo em que escolhemos, somos escolhidos, e é nessa magia, quando se há entrega, que o destino não simplesmente se traça, mas se marca.
Marca-se com a firmeza da mão de Deus que nos preparam momentos únicos e pessoas como o melhor dos presentes.
Nesse momento tudo se faz diferente, pois o tempo não se passa, não se mata, é aproveitado em cada segundo, já não se restam escolhas únicas, mas divididas no propósito de dois que facilmente tornam-se um.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Máscaras

Talvez as tentativas de acertar fizeram-me mais perto do erro.
Não soube ser eu mesmo, é verdade, mas a intenção era ser melhor pra você. 
Em mentiras, foi onde sedimentei um sentimento que a fiz acreditar existir.
Quando percebi, seu amor já pertencia a um personagem criado e bem longe de mim. Estranho vê-la sorrindo e falando de alguém que nem eu mesmo conheça, ao passo que sentir ciúmes de mim mesmo não se tornaria exagero algum. 
Confesso que não entendo como me fiz insuficiente e que a solução estaria em uma pessoa diferente de mim ou mesmo acreditar que no final desse absurdo todo a pudesse ter minha.  A falta desse entendimento vem quando percebo em suas indagações de erros que não são meus, mas do cara que criei, eu era bem simples assim.
Não percebo a forma de falar a verdade, ainda que essa me consuma, me zombe nas ameaças de contar tudo a você. Nesse jogo todo, já não sei definir nas promessas que fiz quais garantem algum cumprimento.
No caro preço de correr o risco de perdê-la, sigo negociando comigo mesmo, na tentativa de poder ser realmente seu, do meu jeito, suficiente, como não acreditei, com os defeitos e cicatrizes que marquem quem sou sem nenhuma máscara.

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