Talvez as tentativas de acertar fizeram-me mais perto do erro.
Não soube ser eu mesmo, é verdade, mas a intenção era ser melhor pra você.
Em mentiras, foi onde sedimentei um sentimento que a fiz acreditar existir.
Em mentiras, foi onde sedimentei um sentimento que a fiz acreditar existir.
Quando percebi, seu amor já pertencia a um personagem criado e bem longe de mim. Estranho vê-la sorrindo e falando de alguém que nem eu mesmo conheça, ao passo que sentir ciúmes de mim mesmo não se tornaria exagero algum.
Confesso que não entendo como me fiz insuficiente e que a solução estaria em uma pessoa diferente de mim ou mesmo acreditar que no final desse absurdo todo a pudesse ter minha. A falta desse entendimento vem quando percebo em suas indagações de erros que não são meus, mas do cara que criei, eu era bem simples assim.
Não percebo a forma de falar a verdade, ainda que essa me consuma, me zombe nas ameaças de contar tudo a você. Nesse jogo todo, já não sei definir nas promessas que fiz quais garantem algum cumprimento.
No caro preço de correr o risco de perdê-la, sigo negociando comigo mesmo, na tentativa de poder ser realmente seu, do meu jeito, suficiente, como não acreditei, com os defeitos e cicatrizes que marquem quem sou sem nenhuma máscara.
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