Acordei com os olhos grudados no teto branco do quarto apertado. Os pensamentos me colocavam de encontro com a parede fria e ameaçavam-me gritar as verdades que habitavam em mim. Eu fatalmente era refém de segredos que eu achava só a mim, pertencer. Perguntas vagavam no interrogatório interior sob ameaças de que a verdade já era sabida. Eu não poderia esconder minhas vergonhas e nem anseios secretos que foram sempre guardados, fui contaminado pela culpa e sou obrigado a vomitar palavras que não construí. Ainda sob o medo das confissões futuras de daqui a pouco, estico os olhos presos a um pescoço imobilizado para ao redor descobrir pontos de fuga, o que é em vão, uma vez que estou preso a mim mesmo, a meia luz de minhas reflexões. Percebo que o quarto não é pintado e o sofá de couro desapareceu, não há portas e nem janelas, o quarto de fato não é o meu, respiro fundo, um sorriso brota, ainda de lá, desperto a gargalhadas de meu inconsciente.
Aproveite............
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
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