O caminho é estranho.
Há pouca luz, a lua está tímida e as estrelas parecem a abandonar.
É apenas reflexo todo brilho, nunca fui o artista, apenas a tela em branco da obra por pintar.
Enchi-me de vazios o tempo todo, agora sou refém do medo de me explodir em nada.
Fui mestre em me enganar.
Criei cenários, roteiros e até personagens, dos cômicos aos dramáticos, fazendo de cada fantasia o esconderijo perfeito, ainda que não secreto, quando apesar de todos as mentiras, não guardei segredo algum.
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