Voou tão alto que deixou os sapatos, parecia ter esquecido dos pés.
Nunca houve limites em sua razão e de todos os mergulhos só lhe cabiam os mais profundos.
Embebedou-se de sentimentos, do mais puro ao amargo, do
mais saboroso aos engolidos a trago.
E não havia asas, fôlego ou álcool.
Deixou para trás só o que ficou, poucas desculpas e quase nenhuma culpa.
Nunca houve dúvidas ou indecisão, mas nada disso é remédio para a dor que fica e não se cura.
Percorreu caminhos sinuosos, desde os retos aos tortos,
sem destino certo a alcançar, só se queria andar...
E não havia retrovisor, escolha ou sapatos.
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